Fila de banco é foda. Alias o banco também é foda. Caixas de banco e fila especial para cartão cinco estrelas são fodas também. Plantas de plásticos, por um outro lado, são bacanas. não atraem percevejos e são imortais ( já parou para pensar nisso?). São superiores a nós, em todos os sentidos. Não pedem atenção, não borram as calças, não pedem ferrorama aos pais durante sua longa infância e não criam confusão com ninguém.
Não cheiram a perfume barato, não gostam de fillósofos franceses e nem reclamam do prefeito. Nunca foram ao teatro, nunca fizeram dieta ou se apaixonaram.
Gostam de música clássica e luz fria, e só.
Quer saber se vc é um idiota? é fácil: procure por moedas de 1 centavo na sua casa. Sério, é batata! Quanto mais idiota for uma pessoa, mais moedas de um centavo esse pobre sujeito vai levar para casa. E o pior é que eu tenho milhares de moeda de 1 centavo em casa. São sacolas e mais sacolas, um verdadeiro Fort Nox de moedinhas imprestáveis. Vai ver que é por isso que eu não como ninguém./span>
Aliás , tenho q dizer, eu desafio a física! Se vc multiplicar o número de mulheres que eu não comi na vida por, digamos, 2, vai chegar a número que tende ao infinito. Algo maior do que a famosa hipótese E=MC2. Logo, a gente pode montar a seguinte equação: Infinito = NMPNC x 2, sendo NMPNC = Número de Mulheres que o Pedro Não Comeu, que é um número extremamente complexo e incalculável, um Pi da vida. Se um dia conseguisse descobrir esse número provavelmente ia ganhar um prêmio Nobel, sabia? Milhares de catedráticos de física iam fazer contas com NMPNC e a Nasa colocaria um satélite no espaço usando o NMPNC. Eu ia aparecer na capa da Time, teria um programa só meu no Discovery Channel e alguém iria escrever minha biografia, revelando todos os meus podres.
Mesmo assim eu não ia comer ninguém.
Essa história me leva um ponto que costumo repetir sempre: tudo que o homem faz na vida é para comer alguém. Se você trabalha é para ter dinheiro para poder comer alguém. Se você come, é pra ter forças pra comer alguém. Se o Papa reza uma missa é pra tentar comer um coroinha. Se você leu um livro é pra poder dizer num bar ou numa roda de conversas de faculdade que lê e, com isso, tentar comer alguém. Aliás, todo intelectual é apenas um tarado escondido atrás de um livro chato, com a capa velha e cheirando a mofo.
Há um grande antídoto contra os intelectuais: o foda-se. Sério, se algum intelectual começar a falar sobre Focault, ou tentar se exibir para uma discussão sócio-existência, pode mandar um foda-se. Ele ficará sem reação. Se o cara insistir, mande um foda-se mais alto, e assim sucessivamente. Em 2 minutos o cara vai sair correndo, eu te garanto.
Mas sejamos justos: se existe uma profissão com o maior número de malas por centímetro cúbico, essa profissão é a de publicitário. Especialmente os criativos, que usam gravata borboleta, óculos com estilo retrô, têm sotaque de paulista, gostam de se auto-apelidar com nomes do tipo 'Caio' ou 'Tony'. Esses criativos tentam ser inusitados, diferentes e fazer trocadilhos na mesa de jantar. Ficam saltitando pelos cantos, estufando as estantes de prêmios por propagandas medíocres e fazendo anúncio de cigarro para fetos.
Caro Caio, ou Tony, façam o favor de tomar no cu. Pelo bem da humanidade.
Quem nunca teve vontade de colocar o Ivan Lins num moedor de carne.
Pedro Ivo - é Information Architet, mas não come ninguém.