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Capital Inicial - Acústico
"Artistas dos anos oitenta encerram os noventa com discos acústicos" podia ser uma manchete safadissíma. é porque virou tendência, primeiro os Titãs (duas vezes), depois os Paralamas e agora o Capital Inicial. Mudanças de rumo? Safadeza? Amadurecimento? Uma coisa é fato, a galera que entrou nos noventa com antecedentes "rockenrous" saiu destes bem mais calminhos.
Polêmicas à parte, diferente de seus colegas de geração o Capital não inflacionou sua música com cordas, metais e convidados (com exceção da também brasiliense Zélia Duncan), mantendo a simplicidade e limpeza. O resultado é um disco despojado porém acústico, sossegado porém largado como punk gosta.
Além de vários "Hits" de todas as fases do capital, de "Leve desespero" e "independência" à "O mundo", o disco encerra com "Fátima", "Veraneiro Vascaina" e "Música Urbana", composições herdadas do Aborto Elétrico, matriz tanto do Capital como do Legião Urbana.
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